terça-feira, 6 de maio de 2008

Grupo Escoteiro tem sede arrombada

O 115° Grupo Escoteiro Macahé, que funciona em espaço cedido pela Casa do Caminho, na Ajuda, teve uma péssima notícia ao abrir as portas de sua sede ontem (segunda) para mais um dia de trabalho e ações sociais. Ladrões arrombaram o local e, além de bagunçarem os livros e estragarem uniforme e material de jogos e demais materiais didáticos, levaram equipamentos de informática(computador e impressora multifuncional), as TVs, os aparelhos de som e DVD, além de barracas, material de acampamento e ferramentas.

Prestes a completar 5 anos de fundação no dia 12 de outubro, o Grupo Escoteiro Macahé atende hoje a mais de 180 jovens, com idade entre 7 e 21 anos. Esses jovens participam dos diversos projetos que são executados pela instituição, desde o Escotismo, propriamente dito, até o Programa Petrobras Jovem Aprendiz, que precisaram ser suspensos, por conta do furto. "Estamos aos poucos montando a estrutura para atender ainda mais jovens e realizarmos novos projetos, como cursos gratuitos de capacitação profissional de jovens e adultos, informática e música. Esse acontecimento de hoje, porém, nos faz ter que voltar ao começo, pois vamos ter que adquirir todo o material novamente", lamenta o diretor presidente Antonio Felipe Gonçalves.

Diariamente, a sede fica aberta para atendimento ao publico, que tem acesso ao Centro Comunitário de Leitura Quilombo Carukango. Para realização deste projeto os jovens organizaram campanha de arrecadação de livros, que contou com o apoio de diversas pessoas, além da Casa do Caminho e do grupo Demolay, que cederam diversos exemplares para o acervo. "Com esse projeto pretendemos aproximar ainda mais da comunidade, mostrando que estamos ali para ajuda-los. porém, quando acontece algo assim é frustante e atrapalha o planejamento da instituição. Com os projetos, pretendíamos aproximar ainda mais da comunidade, mostrando que estamos ali para ajuda-los. Porém, quando acontece algo assim é frustante", comenta Jorge Antônio, gerente de escotismo da instituição.

Eles informam ainda que, no segundo semestre, em parceria com outras instituições pretendem inaugurar outros projetos, como a primeira turma do curso pré-técnico comunitário, cujo foco será a preparação para prestarem a prova da Escola Técnica Federal; e, ainda em busca de parceiros, mas já com o projeto pronto, pretendem começar aulas de música, para a formação de um coral comunitário. "Quando acontece algo assim, a gente desanima. Pensa até em abandonar o projeto. Mas, ao mesmo tempo, a gente sabe que nosso projeto é importante para a comunidade. E, a própria comunidade percebe isso, visto a procura de vagas no escoteiro aumenta a cada semana. Estamos no caminho certo, e não vamos desistir ainda", afirma Antonio Felipe.
Para evitar que novos problemas voltem a acontecer, a diretoria informa que procurará apoio do poder público e de empresas e de voluntários. "Vamos reforçar a cerca do terreno, reformar os refletores, arrumar as portas e cadeados, e, aos poucos ir repondo o que foi furtado. Procuraremos também o governo municipal, para, quem sabe, conseguir apoio para a utilização de algum espaço público, cuja segurança é maior, como sede. O prefeito Riverton Mussi, que é presidente de honra do Grupo, com certeza se sensibilizará com o nosso problema, já que conhece o nosso trabalho",afirma Akeme Carvalho, diretora financeira.

Para quem quiser conhecer os projetos executados pela instituiçao, ou tiver interesse em participar como voluntário(para ser um adulto voluntário do Escoteiro não é preciso experiência, uma vez que os cursos de capacitação são dados por equipe própria) ou colaborar com doações. o endereço é Estrada do Imburo, KM2,Avenida 6, nº115 Ajuda(Casa do Caminho). O telefone é 2796-4112, o email é macahe@gmail.com e o site www.macahe.org.br.

Um comentário:

Wagner Costa disse...

boa tarde,

Sou estudioso em Heráldica (ciência que estuda os brasões) e gostaria de fazer uma observação muito importante sobre o brasão do Grupo de Escoteiro do Mar Macahé. A coroa acima do escudo chama-se coroa mural e é destinada somente as cidades, vilas e aldeias. O simbolismo é que as cidades (feudos) da Idade Média eram amuradas, ou seja, cercada de muros. Representa que a cidade tem suas limitações territoriais. Sendo assim, acredito que, vocês poderiam corrigí-lo, pois o mesmo não está em acordo com as leis que regem a heráldica e a vexilologia.

Posso ajudá-los.


atenciosamente,


Prof. Wagner Costa
(31) 3423-8011
(31) 3555-1125

www.estudioheraldico.blogspot.com